Almanaque Da Jovem Guarda
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Marca: Ediouro
Cód: A158045P
Nº de Páginas: 336
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Referência: A158045P
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Almanaque Da Jovem Guarda
De Ricardo Pugialli
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E o que foi esta ''tal de Jovem Guarda''? Era música feita por jovens dos subúrbios do Rio, de São Paulo, de tantas cidades do país, para os jovens como eles, expressando seus sentimentos, emoções, vivências, em composições próprias, ou em versões de sucessos americanos, ingleses, italianos, com letras que não guardavam relação com as originais. As letras eram ingênuas? Sim, pois os jovens também o eram. Começou como uma versão brasileira do rock and roll de Bill Haley e seus Cometas, Elvis Presley, entre outros, e logo sofreu influências dos Beatles e de outros astros britânicos, das canções românticas da Itália e França, formando uma linguagem própria, brasileira, apelidada de Iê-Iê-Iê ( por causa do título do primeiro filme dos Beatles, ''Os Reis do Iê-Iê-Iê' '- ''yeah yeah yeah''). Depois do programa de televisão, que estreou no dia 22 de agosto de 1965, o movimento denominou-se ''Jovem Guarda''.
Este almanaque, repleto de tesouros afetivos do período musical de 1958 a1968, é reeditado para fazer brilhar novamente não apenas o que o Roberto chamou de jovens tardes de domingo. Saudosista com toda razão, o livro ultrapassa as citações do programa de TV que definiu o movimento para apresentar todos os ídolos da Jovem Guarda em uma espécie de jogo da memória. Venerar essa turma de arromba é como torcer por um time que nunca saiu de campo. Quatro décadas depois, o movimento comandado por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa continua um fenômeno de público, resvalando até a geração da era digital. Discos são reeditados, espetáculos atraem multidões e DVDs alcançam vendagens surpreendentes, enquanto diferentes livros sobres aqueles embalos jovenis chegam ao mercado editorial. Pouco importa se nada será como antes: as garotas histéricas dos auditórios ganharam cabelos brancos, desapareceram as carangas, as botas sem meias ficaram demodês e o mundo perdeu por completo a ingenuidade da brotolândia. Vale mais, então, relembrar a delícia das imagens e das canções da Jovem Guarda, experiências que parecem conter um jeito pop-brasileiro de brincar de rompimentos e de não explicar o signo do atrevimento.
''Assim foi que Bethânia me chamou a atenção para o programa de Roberto Carlos na TV''. A conhecida declaração de Caetano Veloso leva a uma reflexão: como teria sido a Tropicália sem a influência instrumental e estética da Jovem Guarda? Um lance de dados abolirá o acaso.
Brasa que não adormece é brasa viva. Eles são terríveis.
Contém 336 páginas, editora Ediouro.
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