90 Anos de Malandragem: Contos Inspirados nas Canções de Bezerra da Silva
Marca: Funarte
Cód: C015057P
Nº de Páginas: 165
ISBN: 9788575071760
Idioma: Português
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Depois de Bezerra da Silva, o morro carioca nunca mais foi idi´lico.
No ini´cio do se´culo XX, batidas policiais censuravam com viole^ncia as primeiras rodas de samba. Mas, apesar de viver um dia a dia rude, a maior parte dos sambistas na~o considerava que a mu´sica era plataforma para denu´ncia social. Segundo a cro^nica urbana romantizada do samba, no morro carioca na~o havia tristeza e ningue´m sentia dissabor.
O panorama mudou, os sambistas tambe´m. Nascido no Recife, Bezerra da Silva veio para o Rio de Janeiro fugindo da mise´ria. Morou na rua e, no fim dos anos 1940, viveu a realidade da favela do Cantagalo. Ele mesmo contou que se dedicou a` mu´sica por medo da fome. Iniciou sua carreira acompanhando artistas de renome, nos anos 1950, e aos poucos foi conquistando seu espac¸o, cantando a vida dura do favelado com picardia e malandragem.
Bezerra foi um grande vendedor de discos, mas demorou a ser reconhecido como sambista. So´ depois de de´cadas de uma carreira de sucesso e´ que conseguiu tocar em uma casa de espeta´culos de renome — o Caneca~o, em 1996. A explicac¸a~o talvez esteja em uma frase dita pelo pro´prio: “Canto a realidade de um povo faminto e marginalizado”.
Hoje, a vida na favela continua dura. Ha´, pore´m, mais vozes cantando essas dores — muitas delas podem ser vistas e ouvidas na Festa Litera´ria das Periferias (Flup). Em 2017, a Flup reuniu jovens talentos da literatura para homenagear o malandro Bezerra, criando contos breves inspirados em sambas gravados por ele. Vinte e cinco desses contos foram selecionados para compor este livro.
Com esta publicac¸a~o, a Fundac¸a~o Nacional de Artes (Funarte) reafirma a importa^ncia de Bezerra da Silva para a histo´ria da mu´sica brasileira e deixa registrada a homenagem que a periferia de 2018 prestou ao poeta das desventuras da favela.
O panorama mudou, os sambistas tambe´m. Nascido no Recife, Bezerra da Silva veio para o Rio de Janeiro fugindo da mise´ria. Morou na rua e, no fim dos anos 1940, viveu a realidade da favela do Cantagalo. Ele mesmo contou que se dedicou a` mu´sica por medo da fome. Iniciou sua carreira acompanhando artistas de renome, nos anos 1950, e aos poucos foi conquistando seu espac¸o, cantando a vida dura do favelado com picardia e malandragem.
Bezerra foi um grande vendedor de discos, mas demorou a ser reconhecido como sambista. So´ depois de de´cadas de uma carreira de sucesso e´ que conseguiu tocar em uma casa de espeta´culos de renome — o Caneca~o, em 1996. A explicac¸a~o talvez esteja em uma frase dita pelo pro´prio: “Canto a realidade de um povo faminto e marginalizado”.
Hoje, a vida na favela continua dura. Ha´, pore´m, mais vozes cantando essas dores — muitas delas podem ser vistas e ouvidas na Festa Litera´ria das Periferias (Flup). Em 2017, a Flup reuniu jovens talentos da literatura para homenagear o malandro Bezerra, criando contos breves inspirados em sambas gravados por ele. Vinte e cinco desses contos foram selecionados para compor este livro.
Com esta publicac¸a~o, a Fundac¸a~o Nacional de Artes (Funarte) reafirma a importa^ncia de Bezerra da Silva para a histo´ria da mu´sica brasileira e deixa registrada a homenagem que a periferia de 2018 prestou ao poeta das desventuras da favela.
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